Alimentação e Saúde

Hoje em dia, sem dúvida nenhuma, uma das maiores dificuldades que enfrentamos com as crianças (tanto em casa quanto na escola) é com relação à má alimentação. E se as pessoas são de fato aquilo que comem, aí sim podemos perceber a influência dessa má alimentação em vários âmbitos no processo de crescimento e desenvolvimento dos pequenos.

Mas para entendermos bem a importância da alimentação na saúde das crianças (e também dos adultos) vamos a algumas definições bem simples.

De modo bem sucinto, podemos definir a alimentação como um processo de ingestão de alimentos (e não de nutrientes) diversos, e a saúde (de acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS), como um estado de completo bem estar físico, mental e social. Desse modo, o conceito de saúde não está relacionado à ausência de doenças, e isso precisa ficar bem claro, pois, estar bem vai muito além de não estar doente.  Em outras palavras, a saúde pode ser definida como o nível de equilíbrio funcional e metabólico de um organismo a nível micro (celular) e macro (social).

E o que uma coisa tem a ver com a outra? Muito simples… Sem uma alimentação saudável é impossível mantermos uma boa saúde, e aí reportamos outra vez a Organização Mundial da Saúde – OMS, que define uma alimentação saudável como um padrão alimentar que atenda às necessidades biológicas e socioculturais do indivíduo, de acordo com cada faixa etária, e por isso, é um direito básico de todo cidadão.

Mas aí fica a pergunta que não quer calar… Como ensinar nossos filhos a comer bem, a ter uma alimentação de fato saudável, garantindo assim um bem estar físico, mental e social? Muito simples… Mudando nossos hábitos alimentares, sendo referências para as nossas crianças inclusive na hora de comer, resistindo ao mundo das comidinhas  prontas e rápidas que não trazem benefício algum para nossa vida, dizendo não (dizendo basta) aos excessos e construindo no dia a dia hábitos e atitudes saudáveis.

Contudo, num mundo tão corrido como esse em que temos vivido, sabemos que essa não é uma tarefa nada fácil. Porém, o primeiro passo precisa ser dado, e cabe a nós, adultos, conduzirmos as crianças nesse processo de construção de aprendizagem.

Hoje, na escola de Educação Infantil, já percebemos, entendemos e vivenciamos a alimentação como um de nossos eixos de trabalho junto à criança, e vemos a necessidade de levar esse entendimento aos pais/responsáveis. Infelizmente, a maioria de nossas crianças não demonstra hábitos alimentares saudáveis, e tudo isso porque não têm em casa os exemplos que deveriam. E como as crianças costumam refletir na escola aquilo que são em casa (em 90% dos casos), além de tantas demandas ligadas ao ato de cuidar e educar, a Instituição de Ensino tem se preocupado cada dia mais com a questão da má alimentação, pois implica diretamente no processo de aprendizagem.

Assim, podemos entender que a promoção da alimentação saudável precisa ampliar e favorecer a autonomia de decisão na escolha dos alimentos por meio do acesso a informação clara para que as famílias adotem práticas alimentares (e de vida) saudáveis.

Quanto a nós, pais/responsáveis, educadores, fica a missão de garantir a nossas crianças uma alimentação adequada, pautada em alguns requisitos básicos, considerando uma alimentação que seja rica, colorida, balanceada, com a presença constante de frutas, verduras e legumes, incentivando ainda nossas crianças a experimentar novos tipos de alimentos, a conhecer novos sabores, cores, formas e texturas, bem como a ampliar as informações das crianças sobre a importância de cada tipo de alimento.

 

 

 

 

 

abril 11th, 2016 Por

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